sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

há sempre dois lados

A noite caiu, olho para o céu. O brilho das estrelas inspira-me confiança, o luar sossega a minha alma e dá alegria ao meu coração. O meu corpo e o meu espírito tornam-se num só, unem-se, numa comunhão solene, numa cerimónia grandiosa, graciosa e única. Mas ao mesmo tempo, tão pobre e entristecida.
Lentamente, apercebo-me que as trevas se apoderam de nós, num combate constante com a luz.
Mas qual dos dois será o mais forte ?
Noite ou dia ?
Luz ou escuridão ?
Esta é uma luta diária, sem fim. Que se repete todos os dias. É uma guerra cíclica, que se prolonga desde os tempos mais remotos, é uma batalha mítica e misteriosa. É algo que está para além da compreensão humana. E só terminará, quando o astro maior do nosso sistema, o Sol, perder todas as suas forças.

Sem Sol, não há dia. E sem o Sol, as estrelas não brilham, a noite deixa de ter luz, e deixará de existir o dia e a noite, ficaremos assim, eternamente presos na imensidão do desconhecido. 

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